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| Foto: We heart it |
Sua falta está me fazendo perder o ar. Fazendo meu coração, aos poucos, parar de bater. E esse era o meu pior medo: me apaixonar por você. Logo por você, que eu conheço melhor que ninguém e logo eu, tão acostumada a deixar as pessoas irem por não querer força-las a ficar e as impedirem que achem alguém que as façam tão feliz quanto um dia eu poderia fazer, sem muito esforço.
Não acredito em alma gêmea, metade da laranja ou coisas do tipo. Acho que no mundo existem milhares de pessoas iguais a mim, que assim como você, faria uma boa dupla comigo por um tempo, ou até mesmo, por toda a vida. Por isso, te deixei ir. Você sabe. Você também percebeu que o nosso pequeno infinito estava chegando ao fim e não havia mais nada que pudéssemos fazer, fim. Por isso, também aceitou e se foi.
Confesso que estou lembrando de nós e com uma vontade imensa de te ligar, mandar uma mensagem dizendo que estou com saudades e me desculpar por isso, por tudo, por coisas que eu sei que não foi minha culpa e muito menos sua, apenas tinha que acontecer. Mas eu não vou fazer isso. Por mais que a saudade aperte e que de alguma forma que eu não sei explicar, doa. Eu não posso te querer se você já está em outra. Acabou. Ponto. Aceite isso.
E eu estou te escrevendo essa carta que nunca será enviada, só para me convencer disso e aceitar que os dias dos nossos dias infinitos chegaram ao fim e que por pior que seja, eu preciso sentir isso. Aceitar que faz parte. Acreditar que daqui a pouco a minha próxima alma gêmea aparecerá e vai ficar tudo bem. Ou talvez, a dor venha como brinde, de novo. Mas tá tudo bem. Vai ficar tudo bem. Sentir é necessário.
Esse texto é apenas uma crônica escrita pela autora do blog, Mari Ferreira.




